Com sensação térmica elevada, deputado pede ação do governo para aliviar rotina da tropa

O deputado federal Sargento Portugal pressiona o governo estadual e alerta para riscos à saúde da tropa durante o verão e o Carnaval

Dep. Sargento Portugal (PODEMOS - RJ) - (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
As altas temperaturas registradas no Rio de Janeiro, somadas à proximidade do Carnaval, reacenderam o debate sobre as condições de trabalho dos policiais militares que atuam no patrulhamento ostensivo. Diante do cenário de calor intenso, o deputado federal Sargento Portugal (Podemos-RJ) passou a pressionar o governo estadual para autorizar o uso do uniforme de educação física durante o serviço operacional.

Segundo o parlamentar, a sensação térmica na capital fluminense tem se aproximado de cinquenta graus, o que tem provocado relatos frequentes de desconforto e preocupação entre os agentes de segurança. A principal queixa diz respeito à permanência prolongada em viaturas sem climatização adequada e à exposição direta ao sol, mesmo com o uso de farda completa e colete balístico.

Sargento Portugal destaca que, em muitos casos, os policiais permanecem por horas em atividade externa, sob temperaturas superiores a quarenta graus, o que agrava o risco de estresse térmico. Para o deputado, a situação se torna ainda mais delicada com a intensificação do policiamento durante o período carnavalesco, quando há aumento significativo da demanda operacional.


“O estado autorizou centenas de blocos de rua e a tropa estará nas ruas por longos períodos. Nessas condições, o risco à saúde dos policiais é real. O calor extremo pode provocar exaustão, desmaios e outros problemas graves, comprometendo tanto o bem-estar do profissional quanto a segurança da população”, afirmou o parlamentar.

Dados divulgados pelo Sistema Alerta Rio, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, apontam que o município tem atingido com frequência o nível três do Protocolo de Calor, faixa que indica índices elevados, entre trinta e seis e quarenta graus. O cenário reforça, segundo o deputado, a necessidade de medidas emergenciais para reduzir os impactos do calor sobre os agentes.

Além do uniforme mais leve, Sargento Portugal também chama atenção para outras dificuldades enfrentadas pelos policiais, como a falta de hidratação constante, alimentação adequada e acesso a protetor solar, fatores que agravam os efeitos do calor excessivo durante o serviço.

A proposta defendida pelo parlamentar tem como objetivo reduzir os riscos à saúde da tropa durante o verão e, especialmente, no período do Carnaval, quando o policiamento é intensificado em todo o estado. Para o deputado, a adoção do uniforme de educação física seria uma medida simples, preventiva e capaz de garantir melhores condições de trabalho sem comprometer a segurança operacional.



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