| foto: Matheus Lima/Vasco |
Especialista destaca a importância de reconhecer limites emocionais e buscar ajuda para evitar o esgotamento
A decisão do meia Philippe Coutinho de deixar o Vasco da Gama para cuidar da saúde mental trouxe à tona um tema cada vez mais presente no esporte de alto rendimento: o impacto da pressão emocional na vida dos atletas.
Segundo a psicóloga Denise Milk, o desgaste psicológico pode comprometer não apenas o desempenho profissional, mas também a qualidade de vida. “A saúde mental precisa ser tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Quando a pessoa reconhece que está emocionalmente esgotada, é um sinal de alerta importante. Respeitar os próprios limites e buscar apoio é um ato de cuidado, não de fraqueza”, afirma.
No ambiente esportivo, cobranças por resultados, exposição pública, rotina intensa de treinos e jogos, além da pressão de torcedores e da mídia, contribuem para níveis elevados de estresse e ansiedade. Quando esse cenário se prolonga, pode levar ao esgotamento emocional, conhecido como burnout.
De acordo com Denise, sintomas como cansaço constante, falta de motivação, irritabilidade, dificuldades de concentração e alterações no sono merecem atenção. “O esgotamento mental acontece de forma gradual. Muitas vezes, a pessoa tenta continuar no mesmo ritmo até que o corpo e a mente dão sinais claros de que é preciso parar”, explica.
A especialista ressalta que o cuidado com a saúde emocional deve ser contínuo. “Acompanhamento psicológico, momentos de descanso, rede de apoio e equilíbrio entre vida profissional e pessoal são fundamentais para a prevenção. Falar sobre saúde mental e normalizar a busca por ajuda é essencial, especialmente em ambientes de alta pressão”, conclui.
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