Gama transforma literatura em ato político e leva às ruas caminhada contra o feminicídio

Cerca de 200 pessoas ocuparam as ruas do Gama em uma mobilização que transformou literatura em ação concreta. A primeira Caminhada Literária de Combate ao Feminicídio, promovida pela Academia Gamense de Letras, levou moradores, educadores, estudantes e representantes institucionais a um percurso que foi, ao mesmo tempo, simbólico e urgente.




A caminhada partiu da sede da entidade, no Setor Central, e seguiu até a Administração Regional. No trajeto, faixas, palavras de ordem e materiais informativos foram distribuídos, criando um ambiente de conscientização e diálogo com a população.


O que se viu foi mais do que um ato: foi um gesto coletivo de ocupação do espaço público com propósito. A condução majoritária de mulheres reforçou o caráter político da mobilização, ao mesmo tempo em que ampliou o debate sobre a responsabilidade coletiva no enfrentamento à violência de gênero.


A presidente da AGL, Zenilda Vilarins, destacou a centralidade da literatura nesse processo.

“A Caminhada Literária Passos e Versos por Elas reafirma nosso compromisso com a transformação social e com a conscientização da realidade que vivemos. A literatura tem potência para mudar pensamentos e atitudes”, afirmou.


Idealizador da ação, Manoel Pretto trouxe um ponto crucial: a necessidade de envolvimento masculino.

“Os homens precisam assumir essa luta como parte da sua própria transformação. Não é apoio, é responsabilidade”, pontuou.

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