Pela libertadores, o Fluminense voltou a campo para enfrentar o Rivadávia da Argentina.
Com
Ignácio no lugar de Jemes, Arana no de Renê, Ganso no de Acosta, e
Castillo no de JK, a equipe começou bem, ligado em 220 volts,
pressionando o adversário, ocupando o campo ofensivo e com boas
triangulações pelo lado direito, logo fez 1×0 aos 9 minutos.
Até aí já tinha finalizado 3 vezes.
Apesar de diminuir o ritmo, aos 20 minutos Canobio consegue perder grande oportunidade, num rebote do goleiro.
Mas a medida que o tempo passava, com a vantagem mínima o Fluminense voltou a cometer os velhos erros de sempre nunca corrigidos, foi diminuindo o ritmo, tentando manter a posse sempre recuando a bola para nosso campo defensivo e aos 36 minutos, veio o castigo: numa das poucas jogadas de ataque do adversário, cruzamento na nossa área e mais um gol que levamos de bola aérea.
Tentar manter a posse com bolas atrasadas para nosso campo defensivo pode ser alternativa de jogo, mas nunca uma constante como acontece com o Fluminense.
Além disso, quando retoma a bola no campo defensivo, as linhas não avançam de modo sincronizado, e com isso fica um buraco enorme entre defesa-meio campo-ataque, quando o correto é a linha de defesa empurrar o meio campo que empurra o ataque e concentrar o jogo no campo defensivo adversário.
Erros técnicos inadmissíveis como passes de 3 metros, falta de movimentação quando da reposição de lateral, ficar em posição de impedimento é inaceitável numa equipe profissional.
Voltamos para o segundo tempo com Bernal no lugar de Hércules, e logo aos 6 minutos mais uma lambança de Fábio e Canobio que, com a bola dominada perderam para o atacante adversário que virou o placar.
A partir daí o
time se descontrolou, zubeldia fez entrar Serna, Guga, JK, Wesley Natã,
e tirou Samuel Xavier, Ganso, Ignácio e Canobio, desorganizando mais
ainda a equipe.
Individualmente a equipe esteve muito mal, zubeldia
errou ao escalar Castillo e Ignácio de início, mas a derrota de hoje é
mais uma demonstração clara que o principal erro está na falta de
ambição incutida na cabeça dos jogadores que, após construir uma
vantagem mínima passa a trocar passes improdutivos, e pior no nosso
campo defensivo, quando o correto seria ter a ambição de ampliar o
placar, pois quanto maior a vantagem, naturalmente o adversário vai
perdendo o ânimo e se entrega.
Ora, se fez 1×0, pressiona para fazer 2, 3, 4, 5×0 aproveitando o desequilíbrio do adversário.
Se não corrigir essa mentalidade conformista implantada pelos infiltrados travestidos de dirigentes, esse time não chegará a lugar nenhum, e considerando que tais dirigentes estão a serviço de outros rivais, a tarefa da mudança recai sobre o treinador e algum jogador que tenha liderança.
Agora, precisa ganhar do Bolívar no alto do morro, se
quiser continuar sonhando com a classificação, partida que ocorrerá dia
30 de abril.
Mas antes disso, no próximo domingo as 16 horas
visitaremos o Santos em busca da vitória, que nos permitirá ficar colado
nos líderes do brasileirão.




